terça-feira, fevereiro 06, 2007
NUN’ÁLVARES 0 – SOUSENSE 2
EXPULSÕES POLÉMICAS EM SOBRADO
A equipa da Foz do Sousa arrecadou ontem três pontos na deslocação a Sobrado, perante uma formação que acabou a jogar com nove e queixando-se bastante da arbitragem liderada pelo portuense Nuno Cabral.
“Isto é uma vergonha”, queixavam-se os adeptos do Nun’Álvares, no final da partida, bastante desagradados com a actuação da equipa de arbitragem. O trio liderado por Nuno Cabral acaba por ficar ligado ao resultado do encontro com duas expulsões polémicas, cuja justiça só poderá ser desvendada pelo relatório do árbitro.A jogar em casa, o Nun’ Álvares demonstrou ser a única equipa com verdadeira vontade de vencer, ao passo que o Sousense, que entrou na partida a dez pontos do líder da Série 2 da I Divisão, limitou-se a esperar por ténues situações de contra-ataque.Os primeiros 50 minutos não tiveram história, com os da casa a dominarem, mas sem oportunidades de golo. O jogo «começou» a sério aos 51, quando Paulo Ribeiro vê o cartão vermelho directo. Por quê? Só o árbitro poderá responder. O Nun’ Álvares atacava pela esquerda e Ivo, após recolher o cruzamento, desentende-se com André. Após cerca de um minuto em que os jogadores trocaram frases, Nuno Cabral mandou Paulo Ribeiro para o balneário.Apesar da desvantagem numérica, os da casa continuaram a dominar, enquanto a assistência insultava o juiz da partida. O Sousense começou a soltar-se e, num contra-ataque rápido, um cruzamento da direita atravessa toda a área sem que apareça alguém para fazer a emenda. Nessa jogada, um atleta do Nun’Álvares tinha ficado por terra, depois de uma entrada de carrinho que ficou sem punição. Mais irritada ainda ficou a assistência.Aos 67 minutos, ocorre a segunda expulsão do encontro, na sequência de um lance em que o árbitro merece o benefício da dúvida. Matos, a controlar a bola, levanta o braço à altura da cara de um jogador do Sousense, que caiu. Protecção de bola ou agressão? O árbitro ajuizou esta última hipótese, reduzindo os da casa a nove elementos. Na sequência, o treinador Fernando Alves também foi expulso.Sem culpa dos sucessivos acontecimentos, os «tricolores» aproveitaram a desvantagem numérica dos da casa para chegar à vitória. Os visitantes atacam pelo lado esquerdo e, na sequência de uma primeira defesa do guarda-redes, Daniel aparece ao segundo poste para a emenda, isto aos 75 minutos.O mesmo jogador, três minutos volvidos, falha escandalosamente o segundo, depois de entrar isolado em posição frontal. Não obstante, o Sousense marcou o golo da tranquilidade aos 84 minutos, através de um remate cruzado de Armando.
DECLARAÇÕES SÓ NÃO ABANDONÁMOS POR RESPEITO AO PÚBLICO
O presidente Belmiro Sousa foi o único responsável a falar ao ND no final do encontro, dado o nervosismo que se apoderou dos visitados. “Só não abandonei o jogo por respeito às pessoas que vieram ver o jogo”, afirmou o dirigente, visivelmente a conter o desagrado pela arbitragem e, por outro lado, a tentar arrefecer os ânimos de alguns adeptos que se aproximaram dos balneários, manifestando a sua indignação pelo trabalho do árbitro Nuno Cabral.Mais satisfeito estava o técnico do Sousense. “Foi um bom jogo, mais táctico do que bem jogado”, resumiu Serginho, que se sentou no banco como delegado, acrescentando: “À partida, já sabíamos que íamos defrontar uma grande equipa. Poderíamos ter sofrido o primeiro golo, mas depois, com o decorrer do encontro e em virtude das expulsões, tornou-se mais fácil”, sintetizou. A crença da equipa de que mais cedo ou mais tarde chegaria ao golo foi importante. “Sabíamos das dificuldades que íamos encontrar, tínhamos de esperar pelas oportunidades, mas estivemos sempre convencidos de que íamos marcar. Quando decidimos ir para cima deles, acabámos por ser felizes”, adita Serginho, sem referências ao trabalho do «juiz» do encontro.
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23ª Jornada - Comentários na imprensa
"Na Série 2, a discussão pelo primeiro lugar ficou mais acesa após os resultados desta jornada. Depois de ter sido surpreendido em casa, no sábado, pelo Sousense (2-0), num jogo em que a arbitragem foi muito contestada pelos visitados, o Nun’ Álvares tem agora o Várzea Douro à perna, pois esta equipa não desperdiçou a oportunidade para se posicionar a apenas um ponto do líder, que é também o detentor do melhor ataque e da melhor defesa da prova.Na recepção ao antepenúltimo Desportivo de Regilde, o Várzea Douro venceu por 4-1, reafirmando a sua candidatura, até porque o Sousense (terceiro) continua a seis pontos de distância. Discreto, o Barrosas aproveitou o empate (1-1) do Leões Citânia – em casa, diante do Águias Eiriz – para ascender ao quarto posto, depois de somar três pontos frente ao Leões Seroa.No fundo da tabela, todos perderam, o que deixa o quadro de despromoção exactamente como estava."
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SCNunAlvares
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sexta-feira, fevereiro 02, 2007
SCNA regressa a casa na próxima temporada
CONSTRUÇÃO ARRANCA EM MARÇO
As obras de construção do novo campo do Nun’Álvares arrancam já no próximo mês de Março e prevê-se que o recinto fique concluído em meados de Agosto para que o clube possa, na época 2007/08, regressar a casa.
Bem lançado rumo à Divisão de Honra, o Nun’Álvares – líder da Série 2, do Campeonato da I Divisão – vê agora uma luz forte ao fundo do túnel no que à construção do novo campo diz respeito. O presidente do clube, Belmiro Sousa, esteve reunido com o autarca de Paredes, Celso Ferreira, e saiu da Câmara com a garantia de que as obras de construção do recinto arrancam já em Março, sendo que se prevê que a sua conclusão aconteça em Agosto, para que, deste modo, o clube possa jogar em casa na nova temporada.
O projecto prevê, numa primeira fase, a construção de um recinto dotado de um relvado sintético, balneários, vedações e bancada. Porém, ainda não é certo que o sintético seja já colocado não estando afastada a hipótese de, inicialmente e num curto espaço de tempo, o terreno ser pelado. O novo recinto fica situado a cerca de um quilómetro do campo actual – que vai manter-se como propriedade do clube e pode servir para receber outras equipas – e a sua construção será paga na totalidade pela Câmara Municipal de Paredes. Quanto à data prevista para a inauguração da obra, Belmiro Sousa adianta que, de acordo com o autarca, tudo fica pronto a tempo de o Nun’Álvares regressar a casa na próxima época.
“A garantia que me foi dada é que o Nun’Álvares jogará em Recarei na próxima época. Isso é uma certeza. Talvez em Agosto se possa fazer a cerimónia de inauguração”, admite o presidente. O responsável máximo pela colectividade de Paredes está “muito feliz” e garante que “mesmo que o terreno seja pelado”, o mais “importante é poder jogar em casa”. O presidente recorda ainda que o projecto inicial “sofreu algumas alterações”, algo que motivou o “atraso no arranque das obras”.
De qualquer forma, o próximo passo será abrir o concurso público para a construção, algo que deve ficar definido já em Fevereiro, para que um mês depois as primeiras máquinas comecem a trabalhar naquele que será o Estádio do Nun’Álvares.
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